terça-feira, 29 de maio de 2012

Os Descobrimentos


O espírito aventureiro do povo português, o desejo de obter riquezas, a vontade de estabelecer contactos com outras culturas e de conquistar novas terras, foram os aspetos que incentivaram os portugueses a viajar por «mares nunca dantes navegados» e descobrir um mundo que até aí era desconhecido. 

 Foi durante a 2ª Dinastia que se deu início à expansão marítima portuguesa.





Os reis da 2ª Dinastia


D. João I (1385 – 1433)
D. Duarte (1433-1438)
D. Afonso V (1438-1481)
D. João II (1481-1495)
D. Manuel I (1495-1521)
D. João III (1521-1557)
D. Sebastião (1557-1578)
Cardeal D. Henrique (1578-1580)


Como já sabes, o Infante D. Henrique foi o impulsionador da expansão marítima. Viveu em Lagos e dirigiu as navegações a partir de Sagres. 

Foram muitos os navegadores que ficaram célebres pelas descobertas que fizeram. Gil Eanes, Bartolomeu Dias, Vasco da Gama e Pedro Álvares Cabral são alguns deles.



Alguns factos importantes



Durante o reinado de D. João I:

      Conquista de Ceuta (1415)
      Descoberta das ilhas da Madeira e de Porto Santo (1419)
      Descoberta de algumas ilhas dos Açores (1420)




Durante o reinado de D. Duarte:

1434 - Gil Eanes dobrou o Cabo Bojador





Durante o reinado de D. Afonso V:

       Chegada às ilhas de Cabo Verde
       Chegada à Guiné
      Chegada à Serra Leoa  (o Infante D. Henrique morreu neste ano - 1460)
       Chegada às ilhas de S. Tomé e Príncipe






Durante o reinado de D. João II


1488 - Bartolomeu Dias dobrou o Cabo das Tormentas, que passou a chamar-se Cabo da Boa Esperança, pois voltava a haver a esperança de descobrir o caminho marítimo para a Índia.



Cristóvão Colombo (nasceu na Córsega, em Itália) queria alcançar a Índia por oeste e não por sul. 
Pediu apoio para a sua viagem a D. João II, mas o rei recusou. 
Então, Cristóvão Colombo foi pedir apoio aos reis de Castela e Aragão, que acabaram por aceitar. 
Cristóvão Colombo, convencido que tinha chegado à Índia, chegou à América, em 1492. 
Este facto, criou conflitos entre portugueses e espanhóis. 
Dois anos mais tarde, foi assinado um tratado entre o Reino de Portugal e o Reino de Espanha para dividir as terras descobertas e por descobrir. 
Foi no Tratado de Tordesilhas, em 1494.





Durante o reinado de D. Manuel I



1498 - Vasco da Gama descobriu o caminho marítimo para a Índia



 1500 - Pedro Álvares Cabral descobriu o Brasil





Estabeleceram-se os primeiros contactos com a China.
Nesta altura, Portugal era um dos países mais ricos e poderosos da Europa. O rei D. Manuel I utilizou a riqueza obtida pelo comércio para construir muitos edifícios, utilizando um estilo próprio que mais tarde se chamou «estilo manuelino». 

O Mosteiro dos Jerónimos e a Torre de Belém são um exemplo do estilo manuelino.

Torre de Belém (Lisboa)
Mosteiro dos Jerónimos (Lisboa)




Podes ler e ouvir as várias histórias sobre os Descobrimentos aqui http://cvc.instituto-camoes.pt/aprender-portugues/a-ler/a-aventura-dos-descobrimentos.html
Depois só tens de escolher qual queres ouvir e clicar na lombada do livro.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

D. João I - Dinastia de Avis


 Como já sabes, o rei Fernando I não deixou herdeiros homens, por isso não houve rei em Portugal entre 1383 e 1385 (chama-se interregno). 

Como a única filha de D. Fernando I era casada com o rei de Castela, o povo português não queria que ela ficasse a governar Portugal, pois o país perderia a independência.

Houve algumas batalhas entre os exércitos portugueses e castelhanos. A última dessas batalhas foi considerada histórica porque o exército português, apesar de estar em desvantagem, utilizou técnicas novas e conseguiu vencê-la. Foi a Batalha de Aljubarrota, em 1385. 



D. João I
O povo queria que D. João, Mestre de Avis, fosse aclamado rei, o que acabou por acontecer. Passou a ser D. João I e com ele começou a 2ª Dinastia, a Dinastia de Avis.


Se quiseres ouvir a história de D. João I clica em:
Depois clica no livro «D. João I, O de Boa Memória»






D. João I quis alargar o território.
Conquistou Ceuta (uma cidade no norte de África onde se faziam muitas trocas comerciais), em 1415, com a preciosa ajuda dos seus filhos: D. Duarte, D. Pedro e principalmente o Infante D. Henrique.

 


Queres ouvir a história da conquista de Ceuta? Então clica em:
Depois clica no livro «À conquista de Ceuta»








Dos filhos de D. João I, destacam-se:
     D. Duarte (que o sucedeu) 
   O Infante D. Henrique (impulsionador dos Descobrimentos Portugueses). 

Infante D. Henrique
estátua do Infante D. Henrique, em Lagos


Foi durante o reinado de D. João I que os navegadores do Infante D. Henrique descobriram os arquipélagos da Madeira e dos Açores.


sábado, 26 de maio de 2012

D. Pedro I


D. Pedro I foi o oitavo rei de Portugal.


Reinou durante dez anos, entre 1357 a 1367.

Era filho do Rei D. Afonso IV e de D. Beatriz.

Casou-se com D. Constança de Castela. 

D. Pedro I ficou famoso por causa da sua história de amor com D. Inês de Castro, a quem o rei D. Afonso IV, pai de D. Pedro, mandou matar.

Teve por cognome o “Justiceiro” ou o “Cruel” pelo desejo de vingar o assassinato de D. Inês de Castro.

 D. Pedro I e D. Inês de Castro foram sepultados no Mosteiro de Alcobaça.

Mosteiro de Alcobaça







 Os túmulos de D. Pedro I e de D. Inês de Castro, 
no Mosteiro de Alcobaça



Se quiseres ouvir a história de D. Pedro I e D. Inês de Castro clica no link:
Depois só tens de escolher clicar no livro «D. Pedro I, O Justiceiro».

Quem sucedeu ao trono foi D. Fernando, filho de D. Pedro e de D. Constança.

Como D. Fernando não deixou nenhum herdeiro masculino, Portugal passou uma fase de crise, que durou dois anos (entre 1383 e 1385). Durante este tempo não houve rei em Portugal.

D. Fernando foi o último rei da 1ª Dinastia (Dinastia Afonsina ou de Borgonha).

quinta-feira, 24 de maio de 2012

D. Dinis «O Lavrador»

D. Dinis foi um rei muito importante, em Portugal. 
Reinou entre 1279 e 1325.

Era filho de D. Afonso III e de D. Beatriz.

Casou com D. Isabel de Aragão.

Diz-se que «D. Dinis fez tudo quanto quis».

Se quiseres saber mais sobre a sua vida e o seu reinado, clica no link http://cvc.instituto-camoes.pt/aprender-portugues/a-ler/era-uma-vez-um-rei.html . Depois, clica no segundo livro e ouve a história.


 Sobre D. Dinis

Gostava muito de escrever poemas, por isso ficou conhecido como «O Poeta».

Foi-lhe dado o cognome de O Lavrador porque se preocupou muito com a agricultura, tendo contribuído muito para o seu desenvolvimento:
·          Entregou muitas terras aos agricultores para que as pudessem cultivar.
·        Criou e desenvolveu feiras e mercados para se venderem os produtos da terra.
·             Mandou plantar o pinhal de Leiria, vinhas e pomares.


Desenvolveu a indústria da pesca e da extração de sal:
·        Mandou construir novos barcos para o transporte de mercadorias e para a pesca.
·           Criou portos e iniciou a pesca do atum.


Preocupava-se com o ensino e com a cultura. Mandou construir a Universidade de Coimbra.


Mandou construir muitos castelos.


Com D. Dinis as fronteiras com Espanha ficaram definitivamente definidas.
Carta de Foral de Lagos



Concedeu Cartas de Foral a muitas terras.

Carta de Foral - Documento em que o rei concedia uma terra a uma população e onde ficavam registadas as regras, as leis, os direitos e os deveres dos seus habitantes.





Sobre D. Isabel 
 
 
D. Isabel ficou conhecida como Rainha Santa Isabel e pelo «Milagre das Rosas». Era uma rainha muito bondosa que ajudava os pobres, os doentes e todos os que precisassem. 
 «Praticava o bem sem olhar a quem».





D. Dinis e D. Isabel foram muito amados pelo povo.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

1º Rei de Portugal

D. Afonso Henriques foi o 1º Rei de Portugal.

No site http://cvc.instituto-camoes.pt/aprender-portugues/ouvir/era-uma-vez-um-rei.html podes ler e ouvir a história sobre este rei. A história foi ilustrada por André Letria.
 
No fim da página, podes clicar em «exercícios» para  testares os teus conhecimentos.


Fica aqui um filme, muito engraçado, que também mostra como D. Afonso Henriques se tornou rei e como conseguiu a independência do Condado Portucalense, que passou a chamar-se Reino de Portugal.